Há um ano atrás esse foi o
melhor dia da minha vida, foi quando eu fiz a matrícula da universidade no curso de Fotografia pela Univali,
o dia que me senti adulta pela primeira vez. Naquele momento eu era
invencível, eu tinha alcançado "o próximo passo" e agora, exatamente um ano depois eu me sentia um pássaro com as
asas quebradas, totalmente frágil.
Há uma coisa que é real para todos, e nem percebemos que os próximos seremos nós : vamos ter adversidades. Medos, morte, acidentes, perdas e outros males da bagagem dessa vida que a gente leva e parece que isso acontece com todo mundo, mas nunca com a gente e estamos tão presos a isso que quando o desespero vem a primeira pergunta é: "Por que eu?". Essa foi a pergunta que fiz quando roubaram minha bolsa, e sério era minha bolsa preferida. Daquelas que você compra e parece que foi feita para organizar sua bagunça com tanta lógica, aqueles vários bolsos... era minha... e se não bastasse dentro tinha documentos, celular que tinha comprado há menos de um mês. Naquela noite quando eu deitei, lembrei que na minha carteira tinha uma foto pequena com a minha mãe, eu tinha três anos, inocência e cabelos cacheados; foi a maior dor, o que mais sinto falta. O resto a gente compra outra vez, solicita segunda via, cancela, refaz, mas aquela foto não tem segunda via nem protocolo que me traga aquele momento que vivi com a minha mãe.
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